VITAMINAS

Sua importância na Atividade Fisca

FITNESS e WELLNESS

Conheça a área do nosso site que fala das tendências do Fitness!

CORREDORES ONLINE

Dicas, orientações, treinamento. Acesse!

BRINCADEIRAS INFANTIS

Importância para o desenvolvimento.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Cursos online da área de Educação Física


Cursos Online na Área de Educação Física

Desde 2001 o Portal Educação trabalha para mudar a vida das pessoas, com base na eficiência, confiabilidade e agilidade de seus serviços. Para isso, constituiu ao longo da sua trajetória uma empresa sólida, que forma cidadãos em mais de diversas áreas do conhecimento, incluindo, cursos online, pós-graduação, idiomas e plano de carreira, com o melhor e mais premiado ensino a distância do mundo.

O Portal Educação conta com uma equipe de mais de mais de 150 colaboradores, integrados e satisfeitos, com uma única missão: tornar o aprendizado empolgante e universalmente acessível para potencializar a capacidade humana, mantendo nossos valores em excelência da gestão. Focado na Política de Qualidade de melhoria contínua, somos mantenedores de instituições renomadas, como a Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED) e fazemos parte do Grupo Endeavor de empreendedores de alto impacto, para melhor atender nosso público.

Escolha o seu curso online para atualização em Educação Física. Cursos online de Avaliação Física Escolar, Musculação, Fisiologia do Exercício e outros, elaborados com qualidade e excelência em Educação a Distância, fonte de conhecimento para estudo e qualificação profissional. Cursos a distância que ultrapassam fronteiras e chegam onde você estiver na velocidade do seu tempo. Encontre agora o seu curso de Educação Física.

Clique no banner e conheça um caminho que vai mudar sua vida profissional!

Cursos Online na Área de Educação Física



Conheça sete benefícios de andar de bicicleta

A bicicleta já foi um dos principais meios de transporte no mundo, mas hoje a história é bem diferente. Grande parte das pessoas nunca teve uma bicicleta própria ou deixa a sua cheia de teias de aranha na garagem. Seja por preguiça ou falta de tempo, quem não costuma pedalar está perdendo inúmeros benefícios - desde definir músculos até melhorar a frequência cardíaca.

Faz bem à saúde
Segundo o médico do esporte Ricardo Nahas, do Hospital 9 de Julho, andar de bicicleta pode ser comparado à caminhada ou até mesmo à corrida. "Em um passeio de cerca de 40 minutos, três vezes por semana, já é possível dar adeus a diversos problemas decorrentes do sedentarismo", aponta. Antes, entretanto, recomenda-se fazer uma avaliação médica para determinar a intensidade do exercício, já que cada pessoa apresenta um determinado peso e condicionamento físico. "Para os que desejam emagrecer, é necessário associar a atividade a uma alimentação equilibrada", afirma.

Trabalha os membros inferiores
"Andar de bicicleta trabalha os grandes grupos musculares das pernas e ainda estimula a contração do abdômen, pois a atividade exige uma postura ereta do usuário", afirma Ricardo Nahas. Segundo o especialista, pedalar é um exercício aeróbico e de resistência muscular, o que melhora o condicionamento físico do praticante.

Funciona como meio de transporte
A bicicleta já foi amplamente utilizada como meio de transporte, mas mudanças culturais fizeram com que ela passasse a ser vista apenas como um instrumento de lazer ou de ciclista profissional. "A maior parte das pessoas pedala apenas no fim de semana, como se andar de bike fosse somente uma atividade de entretenimento", aponta Thiago Benicchio, diretor geral da Ciclocidade - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo.

Outra grande razão que desestimula o uso da bike como meio de transporte é a falta de infraestrutura e educação de grande parte dos motoristas. Então, para quem não quer encarar os veículos motorizados, Thiago sugere usar a bike para trajetos curtos e de pouco movimento, como uma ida ao supermercado.

Melhora a frequência cardíaca
A intensidade de um exercício é controlada pela intensidade do batimento cardíaco de quem o pratica. Desse modo, é possível fortalecer o coração com um passeio de bicicleta, já que esta é uma atividade aeróbica. "Quem organiza treinos geralmente alterna a bicicleta com a caminhada ou a corrida, pois esses exercícios são equivalentes e, misturados, acabam com a monotonia", conta Ricardo Nahas.

Oferece baixo impacto
Quando caminhamos ou corremos, todo nosso peso é jogado sobre as pernas, o que pode forçar as articulações dos membros inferiores. Sentado, entretanto, você distribui melhor a sua massa e não sobrecarrega nenhuma parte do corpo, como explica o médico do esporte Ricardo. "Por isso, a bicicleta é recomendada para quem está começando a fazer exercícios ou está acima do peso", diz.

Tem baixo custo de manutenção
De acordo com o biker Thiago Benicchio, é possível comprar uma bicicleta de boa qualidade por cerca de mil reais. Apesar do susto desse investimento inicial, a manutenção do instrumento é baixíssima. "Com apenas 50 reais por mês, é possível deixá-la sempre pronta para uso", explica. Segundo ele, são pequenos os reparos que devem ser feitos e grande parte deles pode ser realizado pelo próprio usuário, pois não exigem grande conhecimento sobre o assunto. Os maiores gastos ocorrem quando é necessária a troca de pneus ou uma revisão geral, o que ocorre apenas uma vez por ano.

Mulheres andando de bicicleta na praia - Foto Getty Images
Promove a sensação de liberdade e independência
Imagine poder tomar rotas alternativas, passar em meio aos carros e ainda não afetar de maneira alguma o meio ambiente. Essa é a sensação de quem anda de bicicleta. "Em cima dela, é possível observar melhor tudo o que acontece a sua volta e você ainda foge do estresse de quem está preso no trânsito", lembra o biker Thiago. Segundo ele, os melhores locais para andar de bicicleta são os de terreno plano e arborizado.



Alongamento é a solução para um corpo mais leve e sem dor


Má postura, carregar peso, trabalhar por horas seguidas em pé ou sentado e até mesmo o estresse e a tensão. Todos esses fatores podem estar relacionados àquelas dores constantes na região lombar e cervical que costumam aparecer no final do dia.


Modificar a rotina, no entanto, nem sempre é possível, mas há como adotar medidas que ajudam a amenizar os efeitos dos movimentos e esforços realizados pelo corpo, ou a total falta deles. Isso porque as dores podem aparecer tanto pela tensão de quem fica muito tempo em pé, realizando movimentos repetitivos com os braços, como quem passa longos períodos apenas sentado, em frente a um computador.

"Neste caso, essas dores costumam aparecer principalmente por causa da compressão da coluna cervical exercida durante todo o dia. Mesmo assim é possível aliviar essa dor com alguns exercícios de alongamento que podem ser feitos logo pela manhã, antes do trabalho, como no período da noite, antes de dormir", explica a fisioterapeuta Camila Sardinha Pedroso, 30 anos.

Segundo ela, esse alongamento pode ser feito diariamente, em pé, em uma cadeira ou até sobre a cama, e por isso é indicado logo após o despertar pela manhã.

RPG trabalha a musculatura

Além dos alongamentos, outras atividades também podem ser aliadas não só no alívio, mas também na prevenção de possíveis dores acentuadas nas costas.
É o caso do RPG (Reeducação Postural Global), técnica que trabalha toda a musculatura do corpo por meio de posições que são adequadas aos limites e necessidades de cada paciente. O trabalho de alívio das dores na região da coluna pode se obtido, por exemplo, com as posições que resultam no alongamento dos músculos interiores e anteriores das pernas e com o fortalecimento da região abdominal. "O importante é se manter em posições com as costas bem eretas e abdome contraído para que haja o descompactamento da coluna cervical", explica a fisioterapeuta Melissa Biscaro.

Pilates também alivia as dores
O Pilates é outra técnica indicada pelos fisioterapeutas no alívio das dores que insistem em surgir ao final do dia. Isso porque a prática também segue o mesmo princípio do RPG e, consequentemente, oferece os mesmos resultados e com a mesma eficiência.

"Assim como o RPG, o Pilates também visa o fortalecimento do abdome e o alongamento da região posterior dos membros inferiores e lombar, e é justamente esse conceito que vai levar à prevenção dessas dores", diz a fisioterapeuta Camila Sardinha Pedroso.

Segundo ela, o Pilates segue uma técnica mais dinâmica e que pode ser usada com bolas, com aparelhos ou no chão, sobre um colchonete, e pode ser praticado pelo menos duas vezes por semana.

Pausa para alongar

Em apenas 10 minutos de prática já é possível obter resultados com o alongamento, porém, o alívio das dores nas regiões dos braços, lombar e cervical pode ser ainda melhor se a série de alongamentos for realizada na parte da manhã e na parte da noite, e também durante o dia, no local de trabalho, de estudos ou durante a realização das tarefas domésticas.

"O ideal é que sejam cumpridos pequenos intervalos durante a atividade do dia para que sejam feitos alguns exercícios básicos. Esse intervalo pode ser entre uma hora ou uma hora e meia", recomenda a fisioterapeuta Melissa Biscaro Rosati, 31 anos.

Técnicas simples de alongamento, feitas em casa ou no trabalho, ajudam a aliviar a dor nas costas e articulações

1 Deitada sobre uma cama ou colchonete, abrace os dois joelhos, levando-os em direção ao corpo, alongando a região lombar

2 Ainda deitada, utilize uma toalha para elevar a perna estendida, puxando-a em direção ao corpo. Repita usando a outra perna

3 Sentada, estique as pernas e tente tocar as pontas dos pés, sentindo alongar toda a região posterior do tronco e pernas

4 Sentada em uma cadeira, segure a cabeça no lado oposto do braço, inclinando-a em direção aos ombros. Repita no outro lado

5 Estique os braços, colocando a palma da mão para a frente e pressionando-a em direção ao corpo. Repita invertendo o lado

6 Leve o braço ao lado oposto segurando com a outra mão na região do cotovelo e pressionando-o em direção ao corpo



sábado, 28 de abril de 2012

Musculação exagerada e corrida sem intervalo de descanso pode provocar artrose no joelho


Musculação com muito peso e corrida sem descanso pode antecipar um problema que até então só se manifestava na terceira idade: a artrose de joelho. O sintoma do problema é dor e limitação de movimentos. A artrose se caracteriza pelo desgaste da cartilagem que envolve o osso do joelho.

Segundo estudos, a prática exagerada de exercícios vem contribuindo para o surgimento da doença precocemente. Para que o problema não apareca antes do tempo, os ortopedistas recomendam o descanso da musculatura. É fundamental respeitar a pausa entre um treino e outro. A iniciativa impede o desgaste sofrido com o exercício.

Na musculação, os exercícios devem ser específicos para os membros inferiores, tendo como foco os joelhos. Na hora de puxar ferro, alertam os médicos, todo o cuidado é pouco na hora da escolha da carga, que não deve ser muito pesada.



sexta-feira, 27 de abril de 2012

Core Fitness: novidades para quem busca condicionamento físico


Com a correria do dia-dia o os afazeres diários, muitas vezes esquecemos de cuidar do bem mais precioso que temos, nosso corpo. A falta de tempo, a obrigação com o trabalho e a falta de motivação para realizar uma atividade física, são desculpas mais comuns que escutamos de uma pessoa que não faz nem um tipo de exercício físico.
Temos que ter a consciência que nosso corpo funciona como uma máquina, a máquina mais maravilhosa que poderiam inventar em todo mundo. Porém mesmo sendo essa maravilha, não estamos imunes a defeitos decorrentes do tempo e do mau uso.

As atividades mal feitas e os exercícios sem orientação podem ocasionar problemas gravíssimos para a vida de um individuo. Para muitos é uma bobeira, mais até mesmo um futebol no final de semana sem a sua devida preparação pode trazer complicações graves.

Para desempenharmos nossas atividades devemos preparar nosso corpo dando a ele os subsídios necessários para que ele possa realizar as tarefas sem que sofra nenhum dano.

O que vemos em academias de ginástica convencionais é uma triste reprodução de movimentos seguimentados, trabalhando um músculo isolado e pouco usado em nosso dia-dia, devemos sim considerar que a musculatura trabalhada em determinados movimentos são musculaturas importantes, porem quando realizamos o movimento em nossa vida diária não conseguimos realizar com apenas um músculo e sim pelo agrupamento muscular responsável por realizar este determinado movimento.

Cada indivíduo deve ter suas rotinas de treinos elaboradas e criadas de acordo com suas necessidades, um ciclista amador, por exemplo, deve ter seu treino diferente de um jogador de futebol de fim de semana, assim como uma dona de casa não pode seguir o mesmo treino de uma nadadora. Devemos respeitar a individualidade de cada um, determinando que cada pessoa treine qualidades físicas referentes à que utiliza e não determinar a todos um estilo de treino único, criado e reproduzido como uma forma de estética e que tem que ser seguidos por todos independente de objetivos e necessidades.

Pensando em criar uma nova rotina de treino, onde os objetivos e as necessidades fossem respeitados, o treinamento funcional vem ganhando adeptos em todo mundo, pois todos os treinos são individualizados e planejados de acordo realidade e necessidades de cada aluno. Considerando suas atividades diárias, as modalidades esportivas praticadas e é claro sempre buscando a satisfação e qualidade de vida.

O treinamento funcional é o único método de treinamento que permite ao educador físico trabalhar a real necessidade do aluno. Com o treinamento funcional conseguimos desenvolver condicionamentos físicos para a prática de modalidades esportivas, qualificando os movimentos do para um melhor desempenho.



quinta-feira, 26 de abril de 2012

Riscos um atleta corre ao participar de uma maratona



O caso de uma britânica que morreu na reta final de uma maratona da qual participava para arrecadar fundos para uma entidade beneficente está comovendo a Grã-Bretanha. Claire Squires, de 30 anos, do condado de Leicestershire, Inglaterra, desmaiou e faleceu durante a Maratona de Londres, no último domingo.

Ela corria o percurso de 42,1 km para recolher doações para a ONG The Samaritans, que oferece apoio psicológico, por telefone, a pessoas em sofrimento. Ainda não foram feitos exames para identificar a causa da morte da corredora, mas é sabido que correr uma maratona coloca o organismo sob imensa pressão.

Saiba quais são os principais riscos para a saúde de um atleta de correr uma maratona. E como você pode se preparar para evitar surpresas ruins.

Distensões e Desidratação

Torções e maus jeitos respondem pela maioria dos incidentes que acontecem em corridas. Excluídos estes, a desidratação é o maior obstáculo que um atleta tem de enfrentar. Em uma corrida longa, em um dia quente e úmido, até quatro litros de fluidos podem ser perdidos à medida que o corredor sua e expira.

Durante a 2012 London Marathon, 4.923 pessoas precisaram de assistência, mas a maioria dos casos foi de pouca gravidade. Em 2011, por causa do calor excessivo no dia da corrida, 6 mil pessoas precisaram de auxílio médico.

Mortes são raras

No caso da Maratona de Londres, Claire Squires foi a décima-primeira participante a morrer desde que o evento começou, em 1981. Foi também a primeira vítima mulher. O diretor médico da London Marathon, Sanjay Sharma, disse que sete das mortes ocorridas até hoje foram associadas a problemas cardíacos como artérias bloqueadas ou problemas congênitos do coração. "Até agora, essas mortes ocorreram apenas em homens. Todos tinham mais de 40 anos. Dos sete cujas mortes foram associadas a problemas do coração , cinco tinham artérias obstruídas, um sinal de doença arterial coronariana ".

"E dois tinham cardiomiopatia hipertrófica - um problema que afeta a estrutura do coração", acrescentou Sharma. Um outro homem morreu por um acúmulo de água em seu organismo - um distúrbio que os médicos chamam de hiponatremia associada ao esporte - e outros dois morreram de hemorragias no cérebro. "Ainda estamos esperando pelo exame post mortem na jovem (Squires), mas é provável que a morte dela esteja associada a um problema do coração, eu acho. Eu estava lá durante o ataque e fiquei profundamente chocado. Ver uma pessoa com 30 anos que é incrivelmente atlética morrer parece errado. Essas mortes são raras"

Estudo

Em um estudo feito nos Estados Unidos, pesquisadores monitoraram cerca de 11 milhões de atletas que participaram de maratonas ou meias maratonas entre 2000 e 2010. Naquela década, 59 dos corredores tiveram um ataque cardíaco - onde o coração para de funcionar - e 42 deles morreram. Isso quer dizer uma morte para cada 259 mil corredores. A maioria sofria de algum distúrbio ou doença no coração.

Muitas contusões podem ser evitadas se o atleta faz um bom aquecimento e alongamentos antes de começar a correr. Beba muita água durante a corrida.

Especialistas aconselham corredores a seguir um plano de treinamento nos meses que antecedem a corrida. Segundo eles, um mês antes da maratona o atleta deve ser capaz de correr 24 km contínuos "confortavelmente". Isso quer dizer que, ao final desse percurso, ele deve sentir que seria capaz de correr um pouco mais.

Uma vez que você começa a treinar, aumente as distâncias gradualmente para evitar exaustão e alterne dias de treinamento intenso com dois dias de treinamento mais leve ou descanso, para que seu corpo possa se recuperar.

Ao seguir um plano de treinamento, você será capaz de ganhar resistência física. Entretanto, se ficar doente ou se machucar durante o treinamento, interrompa-o. Não volte a treinar até que seu corpo tenha se recuperado totalmente. Se você sofre de alguma doença ou complicação que pode colocá-lo em risco, se você é diabético ou tem doença cardíaca, procure aconselhamento médico.

Notifique os organizadores do evento sobre a sua situação. A enfermeira Judy O'Sullivan, da fundação britânica para o coração British Heart Foundation deu o seguinte conselho aos que desejam correr uma maratona: "Eventos como a maratona são um grande desafio físico, então é importante que você treine antes, para ganhar resistência de forma constante e segura.

No dia do evento, lembre-se de se aquecer, administre sua energia e descanse se sentir dor ou desconforto. "Infelizmente, em circunstâncias muito raras, algumas pessoas vão sofrer complicações imprevistas, normalmente ligadas a condições anteriores. Mas para a grande maioria das pessoas, os benefícios que o exercício traz para a saúde são maiores do que os riscos". "Aconselhamos qualquer pessoa que tenha alguma preocupação a visitar o médico antes de participar".



Exercícios melhoram o desempenho sexual



Quando conheceu a atual namorada, Marco Aurélio estava sete quilos acima do peso. Aos seis meses de relacionamento, levou um ultimato: precisava melhorar o desempenho sexual. A dura reclamação levou-o a um médico, que em vez de medicamentos indicou exercícios físicos.

"Confesso que sai do consultório cético. Achava que ia emagrecer e só. Mas um mês depois, percebi melhora. Eu tinha mais disposição e não me cansava tão facilmente", relata. A namorada aprovou a mudança e os dois se casaram ano passado. "Nunca mais deixei de fazer exercício", ri.

Condicionamento físico, maior tônus muscular e menos gordura na composição corporal melhoram a performance na cama e a satisfação sexual. A primeira alteração e a mais simples de ser verificada é o fôlego.

"Com os exercícios, principalmente os aeróbicos, há um ganho na capacidade cardiorrespiratória, aumentando consequentemente a oxigenação do organismo", explica Alessandro Mesquita, professor de educação física da K2 academia. Dessa forma, durante o sexo a pessoa tem mais disposição e fica menos cansada.

O exercício melhora também a circulação sanguínea em todo o corpo. Com uma boa vascularização, a ereção masculina é mais potente. A disfunção erétil é frequentemente causada por problemas circulatórios. Por isso, uma circulação eficiente garante também a saúde sexual masculina.

Entre as mulheres, a vascularização facilita o orgasmo. E aquelas que praticam atividades físicas também têm mais estrogênio no corpo, hormônio responsável pela lubrificação vaginal no momento da excitação.

Além disso, quem não abre mão do alongamento vai ganhar flexibilidade, que pode favorecer a execução de determinadas posições sexuais.

"O exercício promove uma melhora na condição física de forma geral. Assim que esse bem-estar é assimilado, a pessoa se sente melhor, mais capaz, tanto do ponto físico como emocional", avalia Diego de Barros, fisiologista do exercício do Hospital do Coração (HCor).

Corpo são

Estar com a autoestima em dia também é um fator importante para a relação. Quando o homem ou a mulher se sentem mais atraentes se tornam melhores amantes e se dedicam de forma mais segura ao sexo. Diego explica que a atividade física traz a sensação de prazer ao corpo, resultado da endorfina liberada após a atividade.

"No período pós-treino, esse hormônio continua sendo secretado e ativa no cérebro a área responsável pelo prazer. É nessa região que está também tudo o que é relacionado ao sexo", afirma. O acréscimo na sensação de prazer deixa a pessoa mais disposta ao sexo, aumentando a libido.

200 calorias a menos, sexo a mais

Além de ser a arma mais eficiente contra a obesidade e ajudar na prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes, dezenas de pesquisas já comprovaram os benefícios que os exercícios podem trazer para a vida sexual. Porém, ainda é difícil quantificar o tempo mínimo de atividade física necessária para garantir esses efeitos no organismo.

No entanto, estudos realizados pelos pesquisadores Stanten e Yeager, em 2003, já apontaram um caminho. De acordo com a análise da dupla, gastar 200 calorias a mais por dia por meio de uma atividade física pode ser a diferença entre apresentar ou não disfunção sexual.

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, com mais de 31 mil homens com idade entre 53 e 90 anos revelou que aqueles que se mantinham fisicamente ativos tinham 30% menos chance de desenvolver impotência sexual em comparação com os sedentários.

Outra pesquisa da mesma universidade, dessa vez com 160 homens e mulheres praticantes de natação, de 40 e 60 anos, mostrou que a turma mais velha tinha uma vida sexual tão satisfatória quanto os mais novos. Os pesquisadores creditaram essa satisfação à realização constante de exercícios.

"A quantidade vai variar muito de pessoa para pessoa. Mas acredito que se alguém fizer exercícios por uma hora, de duas e três vezes por semana, em 20 dias ela já conseguirá perceber a diferença", aconselha Alessandro Mesquita.



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Exercício altera o modo como o cérebro reage à visão de alimentos

O exercício pode influenciar a vontade de comer, sugerem dois estudos recentes
  • O exercício pode influenciar a vontade de comer, sugerem dois estudos recentes

Algumas pessoas reagem à prática de exercícios físicos comendo mais. Outras comem menos. Por muitos anos, os cientistas acreditaram que as alterações hormonais, estimuladas pelos exercícios, ditavam se o apetite das pessoas aumentava ou diminuía depois dos treinos. Agora, porém, a nova neurociência está indicando uma outra causa provável.

O exercício pode influenciar a vontade de comer, sugerem dois estudos recentes, alterando o modo como certas partes do cérebro reagem à visão de alimentos.

Em um dos estudos, os cientistas levaram 30 jovens, homens e mulheres fisicamente ativos, para um laboratório da Universidade Estadual Politécnica da Califórnia, em San Luis Obispo, para duas sessões experimentais nas quais tiveram a cabeça coberta por bobinas de ressonância magnética funcional.

Os pesquisadores queriam controlar a atividade das porções do cérebro conhecidas como sistema de recompensa alimentar, que incluem a ínsula (de nome poético), o putâmen e o opérculo rolândico. Essas regiões do cérebro controlam nosso gosto por uma comida e desejo de comê-la. Em geral, quanto mais atividade houver nas células que as compõem, mais teremos vontade de comer.

Porém, não estava claro como o exercício altera o sistema de recompensa alimentar.

Para descobrir isso, os pesquisadores pediram que os voluntários se exercitassem vigorosamente em bicicletas ergométricas computadorizadas ou ficassem calmamente sentados durante uma hora antes de se acomodarem nas mesas de ressonância magnética. Na segunda sessão, os voluntários trocavam de atividades.

Imediatamente depois, os participantes assistiram ao disparo de uma série de fotos em telas de computador. Algumas retratavam frutas, vegetais ou grãos nutritivos de baixo teor de gordura, enquanto outras exibiam cheeseburgers, sundaes e biscoitos resplandecentes. Algumas fotos que não eram de alimentos foram intercaladas na série.

O sistema de recompensa alimentar dos voluntários que ficaram sentados por uma hora se manifestou, especialmente depois de verem as imagens de itens açucarados e de alto teor de gordura.

Interesse menor na comida

Contudo, se tivessem se exercitado antes, durante uma hora, essas mesmas pessoas teriam mostrado um interesse muito menor na comida, de acordo com o exame cerebral realizado nelas. Sua ínsula e outras partes do sistema de recompensa alimentar teriam se mantido relativamente tranquilas, mesmo frente aos sundaes.

"A capacidade de resposta a estímulos de alimentos caiu significativamente após o exercício", disse Todd A. Hagobian, professor de cinesiologia da Politécnica da Califórnia que supervisionou o estudo, publicado no mês passado no periódico The Journal of Applied Physiology. "Essa redução se espalhou por muitas regiões diferentes do cérebro", continuou ele, "incluindo aquelas que afetam a estima e o desejo de alimentos, além da motivação para procurar comida".

Embora Hagobian não tenha seguido os voluntários para verificar se eles se alimentaram em um restaurante do tipo coma-quanto-puder nos dias em que se exercitaram, eles disseram, ao responderem o questionário, que se sentiram muito menos interessados em procurar outros alimentos após praticarem o exercício do que após descansarem.

Esses resultados, porém, podem não ser típicos. Todos os participantes da pesquisa da Politécnica da Califórnia tinham 20 e poucos anos, peso normal e estavam aptos a andar de bicicleta vigorosamente

Fonte: New York Times



Aspectos Fisiológicos do treinamento de corrida





Uma adaptação básica que ocorre em nosso corpo, induzida pelo treinamento, é o aumento da resistência nas fibras dos músculos. O aumento significativo ocorre na capacidade para a produção de energia aeróbia e, consequentemente, os carboidratos e gorduras são mais facilmente metabolizados. O exercício aumenta a oxigenação das fibras musculares, portanto, quando estas estão em atividade, o fluxo sanguíneo aumenta.

O músculo, quando adaptado ao treinamento aeróbio, utiliza melhor a reserva energética. Um aumento na captação de oxigênio do sangue e alterações no metabolismo energético contribuem para a melhora do desempenho nos treinamentos. As adaptações musculares são induzidas especificamente nos grupos musculares exercitados e são mantidas quando a atividade é contínua. Porém, quando tal fato não ocorre, ela é desativada. Tanto a intensidade, como a duração, são fatores determinantes nas adaptações musculares.

Por outro lado, a adaptação do músculo ao exercício é um fator importante na melhoria do desempenho em esportes competitivos. Essas adaptações são salutares também para grupos populacionais que fazem atividade física sem o intuito de competir.

Pessoas treinadas X não treinadas - De fato, quando comparamos com indivíduos não treinados, os sinais das fibras musculares treinadas que podem acelerar o metabolismo durante o exercício estão atenuados, portanto, reduzindo a utilização de carboidratos e provavelmente contribuindo para uma economia de glicogênio muscular que é observado em pessoas treinadas. Essas adaptações metabólicas do músculo favorecem o desempenho de indivíduos treinados para provas de resistência.

Sabe-se que os músculos são estimulados a se adaptarem ao programa de treinamento, enquanto os não requisitados não se adaptam. Além disso, para um determinado programa, o treinamento deve ser executado por um tempo suficiente, que pode ser de dias ou mesmo semanas, até que as adaptações bioquímicas musculares ocorram.

Nem toda a melhoria que ocorre no desempenho devido ao treinamento, deve ser atribuída às adaptações bioquímicas em longo prazo. Por exemplo, mesmo alguns dias após o início do programa de treinamento, pode-se evidenciar uma melhoria no desempenho muscular e no metabolismo. Isso pode ocorrer talvez devido ao fato deste tipo de treinamento causar, inicialmente, uma modificação no controle neuromuscular e/ou cardiovascular, que melhora a utilização das fibras musculares, metabolismo e distribuição do fluxo sanguíneo.

Este é um dos exemplos da complexidade das mudanças e da variedade na duração do treinamento que é necessário para que uma determinada adaptação possa ocorrer na fase de transição de uma condição de relativa inatividade, a um estágio de condicionamento físico ótimo.

Enquanto as adaptações para o treinamento de resistência são complexas e multifacetadas, as modificações que ocorrem nos músculos ativados são fundamentais e provavelmente garantem as alterações metabólicas e funcionais que dão o suporte para aumentar o desempenho em resistência observado após o treinamento. Torna-se de fundamental importância sempre procurar um especialista na área antes de iniciar os treinamentos.

Fonte: Webrun - Por Dr. Newton Nunes



'Massa muscular' e TPM são mitos ligados ao controle do peso


Aquele papo de "não é que eu engordei, ganhei massa muscular" é mais ou menos verdade. "Qualquer ganho de peso em duas ou três semanas de exercício certamente não tem relação com aumento de massa muscular", afirma Turíbio Leite de Barros Neto, fisiologista do esporte.

Segundo ele, ganhar um quilo de músculos em um mês é um desempenho "excepcional, para quem tem condições físicas muito favoráveis e está fazendo suplementação com proteínas".

Mortais não atletas, que fazem atividade física regular, precisam de mais ou menos cinco meses para ganhar 500 gramas, segundo o fisiologista Paulo Roberto Correia.

Outra culpada pelo insucesso de muitas dietas, a TPM (tensão pré-menstrual) nem sempre faz com que o peso aumente. Quando isso acontece, é por retenção de líquidos causada pelo hormônio progesterona.

"TPM não engorda, incha. Conheço mulheres que ganham até dois quilos, mas isso não é comum. Se a mulher ganha peso, geralmente é pouco, menos de um quilo", diz Carolina Ambrogini, ginecologista da Unifesp. O inchaço vem principalmente uma semana antes da menstruação e deve sumir uma semana depois. Se é o seu caso, fuja da balança nessa época.



Exercícios podem reverter efeitos do estresse no entupimento de artérias


http://www.clickcamboriu.com.br/wp-content/uploads/2011/03/lesoes-atividade-fisica-68-160-thumb-570.jpg

A prática regular de atividades físicas pode ajudar a prevenir o entupimento das artérias, ao combater os efeitos do estresse na formação de placas de gordura, segundo estudo apresentado este mês no Congresso de Insuficiência Cardíaca da Sociedade Europeia de Cardiologia. Em testes com ratos propensos geneticamente a ter aterosclerose, os cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, observaram que "o estresse induz a expressão de moléculas de adesão nas placas ateroscleróticas", mas os exercícios podem combater esse efeito. 

No estudo, os pesquisadores induziram aterosclerose nos roedores com uma dieta rica em gordura, e provocaram estresse comportamental nos animais com o teste de esconder bolinhas de gude. E alguns camundongos foram selecionados para fazerem exercícios - 45 minutos de natação, três vezes por semana - por oito semanas, enquanto outros ficaram sedentários.

Com as análises, os especialistas observaram que placas com acúmulo de células produtoras da molécula de adesão celular - que favorecia a aterosclerose - foram induzidas em ratos estressados. Entretanto, a expressão dessa molécula foi suprimida nos animais que realizavam exercícios físicos. Além disso, a atividade reduziu a produção superóxida - associada a inflamações - nas paredes da artéria aorta, em comparação com os ratos sedentários.

Baseados nos resultados, os pesquisadores destacaram que a prática regular de atividades físicas pode ajudar a prevenir aterosclerose induzida por uma dieta rica em gordura associada ao estresse e à ansiedade. "O estresse comportamental induz a expressão da molécula de adesão nas placas ateroscleróticas em ratos deficientes de apolipoproteína E. O treinamento com exercícios pode estabilizar as placas instáveis induzidas pelo comportamento de estresse neste modelo animal", concluíram os autores.

Fonte: Heart Failure Congress 2010. Abstract 1417.



terça-feira, 24 de abril de 2012

Educação Física e atividades esportivas: qual seu papel na iniciação desportiva, educar ou jogar?

    O comportamento ou atitudes dos seres humanos, é determinado por um motivo, no aspecto esportivo isso não é diferente. A busca pela prática, assim como o sucesso ou insucesso em uma modalidade esportiva, é, por si só, a exteriorização de um desejo determinado anteriormente por fatores diversos.

    Segundo Mattos et al. (1999) a importância de salientar que o desempenho técnico de uma criança está ligado às suas capacidades motoras, a fim de que, tenha domínio sobre as técnicas de um desporto, uma vez que, a criança está ligada ao movimento, o qual poderá proporcionar a oportunidade de expressar-se espontaneamente sua criatividade. Nanni (1998), esclarece que as práticas escolares esportivas são parte das atividades desenvolvidas como elementos das aulas de educação física, visando o desenvolvimento das capacidades atléticas dos diferentes tipos de esportes individuais e coletivos.

    Ensinar um esporte é a base da educação física, visto que há uma relação com a iniciação desportiva, o que, propicia a criança um maior estímulo quanto aos aspectos psicomotores, facilitando o aprendizado das técnicas específicas de cada modalidade esportiva. Pode-se considerar que na aprendizagem esportiva é fundamental uma aprendizagem corporal e motora. Aprender e praticar um esporte é adaptar algumas técnicas corporais básicas às características da modalidade esportiva, já que as técnicas individuais aplicadas na prática do jogo são reflexo de aspectos motores de cada individuo como equilíbrio, ritmo, coordenação espacial e temporal. No começo do aprendizado é normal que os gestos motores sejam executados com insegurança, sem coordenação e imprecisos, sendo aí considerada a iniciação desportiva (MATTOS et al., 1999).

    Para Hildebrandt–Stramann (2003) os estudos críticos da área de educação física, apontam o esporte como meio de reprodução de valores presentes na sociedade industrial, conseqüências do uso de metodologias que preconizam a "comparação objetiva" e o "sobre – pujar".

    Valorizar a vitória, ganhar tudo e a todos, chamar a atenção do aluno perante os outros, não ouvir as sugestões das crianças, seriam em alguns erros pedagógicos adotados pelo professor que influenciam na internalização dos valores pelas crianças.

    A influencia da mídia e da indústria cultural, onde em muitos casos, leva a influenciar de forma global a maneira de ser e agir dessas crianças. Conforme Hildebrandt–Stramann (2003), há esportes que são vinculados pela mídia que se tornam a mais forte referência, e assim, o rendimento é reproduzido em diversas situações como se fosse o único modelo de prática esportiva a seguir, o que, às vezes, parece ser uma causa do conflito entre educação e esporte. Rago (1997), salienta "há necessidade de preparar as crianças para este mundo produtor, elas serão os grandes de amanhã". Este slogan futurista ainda perpetua na atualidade nesta visão funcional e mecanista, visto que a vida adulta já é planejada e definida na infância.

    Neste sentido buscou a partir de buscas na literatura levantar algumas questões sobre a importância das atividades esportivas no comportamento de crianças, quanto sua função: educar ou jogar?

2.     Motivação na prática da atividade esportiva

    A todo instante, somos cercados por determinadas situações, que promovem em nós novos estímulos os quais são suficientes para realizarmos uma tarefa ou até mesmo desistir da mesma. A razão pela qual se enfrenta a dificuldade é reflexo, não só da coragem e vontade, mas sim, esta diretamente ligada ao aspecto motivacional (CRATTY, 1983).

    A busca em compreender as conseqüências do esporte infantil é representada por um problema que se apresenta quando uma criança inicia seus treinamentos. Segundo Cratty (1983) o grande entrave esta em saber "qual o motivo que levou a praticar essa modalidade esportiva", pois dependendo do fator, o qual determinará o tempo de permanência desta criança na respectiva modalidade.

    A motivação intrínseca está ligada ao processo de satisfação de necessidades primárias e internas da criança e especificamente ao prazer de executar determinada tarefa. Facilidade, dificuldade, complexidade, novidade são alguns fatores que intrinsecamente impulsionam a criança a realizar determinada tarefa que lhe é apresentada (RAGO, 1997).

    Hunter (1982) relaciona a motivação intrínseca e o sucesso como sendo um comportamento pré-determinado, ou seja,

    ...em geral, as pessoas obtêm mais sucesso nas atividades que lhes interessam; e sucesso, por sua vez, tende a apresentar maior interesse. Por essa razão, o grau de sucesso torna-se uma importante variável na motivação. Poucas pessoas continuam motivadas em atividades onde sente que obteve pouco ou nenhum sucesso (p. 31).

    Na opinião de Cratty (1983) motivação extrínseca, caracteriza-se pela motivação de natureza exterior ao indivíduo, é reforçada por modelo, pelo oferecimento de prêmios materiais, reconhecimento social, de natureza externa e que compõe alguns dos pressupostos básicos da tarefa.

    O autor refere-se ainda que se aplicarmos constantemente recompensas externas, a criança pode receber uma motivação que vai modificar a forma de expressar-se na tarefa. Em conseqüência, a probabilidade da criança tornar-se motivada intrinsecamente diminui, e como caráter negativo pode criar um fato de dependência externa (medalhas, prêmios, troféus, etc). Ao contrário, outras pesquisas atribuem o fato das recompensas externas, isto é, dos prêmios oferecidos a crianças serem os responsáveis para que a criança tome consciência ou mesmo perceba que não tinha controle da situação, do sucesso ou fracasso na realização do esporte.

    Para muitos estudiosos da área, deve-se levar em consideração os aspectos acirrados no advento da sociedade mecanizada e industrial, que muitas vezes sobrecarrega as pessoas, trazendo cobranças, quanto a bons resultados. Segundo Santin (1994), as práticas esportivas constituem, hoje, um sistema sócio-cultural construído como parte da cultura do movimento humano e enquanto fator decisivo no processo de socialização do ser humano. O esporte, principalmente de rendimento, contempla os valores de produtividade e competitividade da sociedade capitalista, reforçado pelos meios de comunicação de massa, refletindo significativamente na infância.

    Entender o esporte como um conteúdo da cultura corporal do movimento, para Libâneo (1994) é considerar as atitudes e convicções sendo um dos elementos que convergem para a aquisição das capacidades congniscitivas, considerando-as como "a maneira de agir, sentir e se posicionar mediante tarefas da vida social, dependendo do conhecimento e desenvolvimento das capacidades mentais."

    Considerando o esporte como um fenômeno social permeado de valores, cabe lembrar, segundo Costa e Silva (2002) o homem só se humaniza em contato com a sociedade humana, já que, receberam justamente com a linguagem, as noções e os valores que iluminarão e guiarão sua vida.

3.     Esporte de rendimento

    Conforme Huinzinga (1996) a tensão e a solução fazem parte do universo esportivo, onde encontramos tensão em buscar saídas, soluções para uma situação adversa. A incerteza do resultado final, promove nos atletas um empenho maior de habilidades e conhecimentos para solucionar os problemas encontrados no decorrer da atividade. Kunz (1991, p.39) destaca que é importante evidenciar, no universo esportivo, que "[...] a linguagem verbal é apenas uma das formas do ser humano se comunicar. As crianças, especialmente, comunicam-se muito pela linguagem do movimento."

    A transgressão às regras, o dinheiro envolvido e o mercado futebolístico acabam coibindo o jogo, o atleta e o treinador, de praticar o esporte com ludicidade e criatividade. A derrota ou a perda de um campeonato implica em perda de lucro e patrocínios, e, conseqüentemente, de dificuldades na sobrevivência dos clubes e das empresas que investem quantias significativas e exigem resultados que correspondam ao investimento. Dentro deste contexto, muito se tem falado, uma vez que a preocupação da sobrevivência do esporte tem alertado a todos sobre o abandono do mesmo, visto que a preconização de jovens atletas e sua especialização são hoje a marca de um mercado que desbrava a busca de crianças como futuros craques (BETTI, 1997).

    Por isso verifica-se que quando a criança participa de uma competição, busca literalmente "lutar" para alcançar um objetivo incerto e desafiador, fazendo-a superar suas limitações, vencer por seu esforço, superando a tensão que se faz presente antes e durante a competição.

    Estudo realizado por Saraiva (1999) aponta a existência de um discurso que justifica o sexismo inerente à iniciativa esportiva. A justificativa estaria na preferência dos meninos por esportes mais violentos e expansivos e das meninas por esportes mais delicados e que valorizem a apreensão.

    Corrêa (2004) relata que em estudos realizados em escolas públicas, foi observado que nas aulas mistas, comumente, os meninos optavam pelo futebol enquanto as meninas preferiam jogar voleibol. Superar as atitudes sexistas ainda é um desafio para os educadores.

    Os estudos de Bracht (1992) e de Kunz (1991) demonstram que a iniciação esportiva escolar e não escolar incorporam os valores dos esportes institucionalizados. Diante disso, a luta contra o sexismo perpassará a educação formal e informal e exigirá ações que viabilizam a prática esportiva mista em todas as categorias.

    O esporte dentro da educação formal e informal pode ser encarado como uma opção de lazer, neste sentido, Kunz (1991) nos diz que a recreação caracteriza-se mais como um estado psicológico na realização de uma atividade, onde se evidenciam a liberdade, o brinquedo, a criatividade, o lazer, a alegria, o prazer e a satisfação.

    A não realização de competições mistas, muitas vezes, é para proteger os atletas homens, visto que os dirigentes esportivos são do sexo masculino (TAMBURRINI, 2003). Conforme Costa e Silva (2002), as turmas mistas não garantem a co-educação, pois esta depende da igualdade de condições entre meninas e meninos, sem que se valorizem os interesses de uns em detrimento de outros.

    Ainda em relação a esta questão do esporte, Santin (1994) salienta que as atividades corporais podem e devem, através do jogo e do esporte, exercitar a criatividade, a liberdade, a alegria e o bem estar. Para Araújo (1992, p.15) "[...] a alegria proveniente do ato de jogar conduz o jogador a perder a noção real do tempo pelo tempo de sua própria vontade e satisfação."

4.     Atividades esportivas e a relação com o comportamento

    Segundo Santin (1994) a motivação para o esporte, induz as crianças a pensarem não só como lazer, mas como meio de profissionalização, destacando a grande influência dos meios de comunicação que mostram a trajetória de alguns atletas que se tornaram ídolos e exemplos a serem seguidos, trazendo como conseqüência uma possibilidade de ascenção social.

    A prática de um esporte proporciona às crianças se afastarem da televisão, vídeo game e computador, ao mesmo tempo em que estão exercitando-se e divertindo-se de maneira mais criativa e saudável (SANTIN, 1994).

    Bracht (1992) e Kunz (1991) abordam o esporte como instrumento de socialização e integração social, oportunizando o trabalho com vários papéis sociais. A influência do esporte na socialização é um aspecto muito importante, pois o esporte além da formação corporal e a iniciação desportiva, busca a socialização, o diálogo e a igualdade de condições, permitindo que o praticante passe pelas atividades propostas nas aulas.

    A disciplina e o respeito às regras evidencia-se na aprendizagem e seguimento das normas referentes ao desporto trabalhado, e também na ênfase dada às habilidades e atitudes necessárias ao convívio social como ordem, honestidade, lealdade e à hierarquia. No contexto social, a vivência destes valores, torna-se meio de orientação e conscientização dos alunos, quanto seus direitos e deveres (LIBANEO, 1994).

    Por meio do esporte e dos jogos recreativos é possível desenvolver o espírito de grupo e companheirismo. O trabalho em equipe possibilita desenvolver valores como respeito ao adversário, solidariedade com o companheiro de equipe, respeito às regras do jogo, igualdade de condições, cooperação, prazer e alegria na realização da atividade (BRACHT, 1992; SANTIN, 1994).

    Oportunizar uma vivência satisfatória e eficaz ao aluno baseado em valores democráticos, proporcionando a participação em todas as atividades. As crianças que vivenciam situações onde são consideradas protagonistas tendem a melhorar a auto-estima e a capacidade de comunicação, pois conseguem, através de trabalhos em grupo, comunicar-se e entender a comunicação dos outros, o que torna a convivência prazerosa (LIBANEO, 1994). Bracht (1992) afirma que não é possível a escola se eximir de sua função que é reproduzir ou modificar valores em sua prática educativa que estão presentes na sociedade.

Considerações finais

    A falta de preparo de profissionais da área e a utilização do esporte como ferramenta de rendimento acaba dispersando e agredindo o verdadeiro papel e função da educação física. Desta forma, a partir de uma abordagem literária, buscando fundamentar e direcionar a função e suas formas mais coerentes de utilização do esporte como ferramenta no trabalho com crianças, conclui-se que todo espaço destinado ao trabalho de desempenho, o qual deverá garantir através dos termos trabalhados a propagação de valores e atitudes que auxiliem na formação de cidadãos éticos e responsáveis.

Referências

  • BETTI, M. Violência em campo: dinheiro, mídia e transgressões às regras no futebol espetáculo. Ijui:UNIJUÍ, 1997.

  • BRACHT, V. Educação Física e Aprendizagem Social. Porto Alegre: Magister, 1992

  • CORRÊA, I.L.S. Co-educação na iniciação esportiva: o sexismo em questão. Anais do 2º Congresso Sulbrasileiro de Ciências do Esporte. Criciúma: CBCE/UNESC, 2004.

  • COSTA, M.F.; SILVA, R.G. Educação Física e a co-educação: igualdade ou diferença? In Revista Brasileira de Ciências do Esporte. V. 23, 2 Campinas: Autores Associados/CBCE, 2002.

  • CRATTY, B.S. Psicologia do Esporte. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1983.

  • HILDEBRANDT-STRAMANN, R. Textos Pedagógicos sobre o ensino da Educação Física. 2ª ed. IJuí: UNIJUÍ, 2003.

  • HUINZINGA, J. Homo Ludens. 4ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1996.

  • HUNTER, M. Teoria da Motivação para Professores. 5ª ed. Petrópolis: Vozes, 1982.

  • KUNZ, E. Educação Física: Ensino e mudanças. Ijuí: UNIJUÍ, 1991.

  • LIBÂNEO, J.C. Didática: Série Transformação do Professor. São Paulo: Cortez, 1994.

  • MATTOS, M.G. et al. Educação Física Infantil: construindo o movimento na escola. 2.ed. São Paulo: Phorte, 1999.

  • NANNI, D. Dança Educação: Pré –escola à Universidade. 2.ed. Rio de Janeiro: Sprint, 1998.

  • RAGO, M. Do cabaré ao Lar: utopia da cidade disciplinar. Brasil:1890-1930. 3ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

  • SARAIVA, M.C. Co-educação Física e Esportes: quando a diferença é um. Ijuí: UNIJUÍ, 1999.

  • TAMBURRINI, C. O retorno das amazonas. EFDeportes.com, Revista Digital. 2003. Disponível em: http://www.efdeportes.com/



A Representatividade da Educação Física e do Esporte na Escola

A sociedade contribui com a escola, e conseqüentemente com a Educação Física através da sua cultura. Logo, para que se entenda a Educação Física e o Esporte antes se torna necessário

analisar como surgiram, ou seja, fazer uma busca na história e ainda para completar este intuito seria interessante observarmos em primeiro lugar a história da escola , seu processo de formação e suas representações.

A ESCOLA

"A escola nem sempre desempenhou o papel de transmissora e massificadora de conhecimento socialmente produzidos. Para os gregos, a escola era lugar de ócio (SAVIANI,1991). Na sociedade moderna, muda-se o modo de produção artesanal para a produção industrial, urbanizando-se a vida, que era rural. Expandem-se as relações comerciais e dá-se a ascensão da burguesia ao poder.(...) e para Althusser, a escola seria o principal aparelho ideológico do estado(SILVA,1992,Apud CORRÊA e MORO,2004,p.85)", ou seja, "se na Idade Média, o principal aparelho ideológico era a Igreja (ao lado da instituição família), o capitalismo vai conferir tal função à escola (FREITAS, 1999)."

Segundo Ghiraldelli (1994b) a história da educação " corresponde às tramas objetivas criadas pelos homens no trabalho, sistemático,ou assistemático, de transmissão de vários tipos de conhecimentos, valores, etc. Essas tramas estão ligadas diretamente às políticas educacionais e dizem respeito aos projetos educacionais da classe social que detém poder político", ou seja, " estudar a história da educação implica em estudar a relação entre Estado, Educação e Sociedade", pois " idéias pedagógicas em cada época são as idéias pedagógicas da classe dirigente"(BARBOSA, 2001,pp.45-46 ). É como afirma Saviani: "a escola é determinada socialmente, e a sociedade em que vivemos, fundadas no modo de produção capitalista, é dividida em classes com interesses opostos, portanto, a escola sofre a determinação do conflito de interesses que caracteriza a sociedade"(SAVIANI, 2002,p.30) e abordando o tema função da escola diz que ela " nasce com a finalidade de socializar os conhecimentos sistematizados, produzindo histórica e culturalmente, tendo um papel importante no desenvolvimento da moderna sociedade capitalista"( CORRÊA e MORO, 2004), acrescenta ainda que "a escola não se presta exclusivamente à transmissão de conhecimentos; tem além disso a tarefa desenvolver hábitos, atitudes, habilidades, valores, convicções(...) (SAVIANI,1994,Apud CAPARROZ,2005)

Como a Educação Física é uma disciplina do currículo escolar, (como isso ocorreu será analisado mais à frente), esta tem o intento de efetuar as funções da instituição a que pertence. E "nesse sentido, a Educação Física Escolar teria a mesma função 'da escola', pois para Bracht (1992), ela nasce juntamente com a escola. Sua finalidade, contudo, estaria mais voltada à manutenção da disciplina do que a proporcionar o acesso ao conhecimento da cultura corporal do movimento humano. Assim, a Educação Física Escolar não assumiria os códigos da instituição escolar, mas o da instituição militar."(CORRÊA e MORO,2004)

BREVE HISTÓRICO DA INTRODUÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ÂMBITO ESCOLAR

Voltando na história da História da Educação Física, observa-se a presença da Educação Física pela primeira vez no Império, através do decreto nº. 6.370, de 30 de Novembro de 1876, a criação de duas Escolas Normais Primárias, sendo uma para professores e outra para professoras, tendo como uma de suas matérias especificas a ginástica. E "em 6 de Março de 1880 , o decreto nº. 7.684, baixou novo regulamento para a Escola Normal no município da corte, estabelecimento para a 5ª série princípios de Educação Física(...) e esclarecendo que para a ginástica haverá um mestre e uma mestra." (MARINHO,1957)

"A história da Educação Física brasileira é marcada pelo seu caráter obrigatório. Segundo Castellani Filho (1988, p.16), a obrigatoriedade da Educação Física tem o seu marco no parecer nº. 224 de 1882, de Ruy Barbosa. Também é mantida na primeira Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei nº.4.024/61) e na Reforma Educacional do ensino de 1º e 2º graus de 1971 (Lei nº. 5.692/71), A Educação Física obrigatória é regulamentada pelo Decreto nº. 69.450/71, que estende a sua obrigatoriedade a todos os níveis de ensino e a caracteriza como uma atividade desportiva e recreativa escolar. Assim, a inclusão da Educação Física na escola é dada por lei."( CORRÊA e MORO, 2004)

Com a Lei nº. 9.394/96 a Educação Física passa a ser vista como um componente curricular como outro qualquer. "Em seu Artigo 26, parágrafo 3º, a Lei diz: Á Educação Física, integrada à proposta pedagógica de escola, é componente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e ás condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos.'"(BRASIL, 1996,Apud DARIDO e RANGEL,2005,p.55; CORRÊA e MORO,2004,p.43; PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS,2000,p.24)

A EDUCAÇÃO FÍSICA, SEUS COMPONENTES CURRICULARES E SUA LEGITIMAÇÃO

"Ao analisarmos historicamente o papel da Educação Física na sociedade brasileira, poderemos constatar que suas tendências e/ou concepções pedagógicas estão afetas ao momento político e econômico em que elas se deram. Teremos assim caracterizadas algumas tendências cujas áreas de influência foram: a médica, a militar, a bio-psico-social e a desportiva", segundo Barbosa (1997, p.23), que Ghiraldelli Junior identifica como: "a Educação Física Higienista (até 1930); a Educação Física Militarista (1930-1945); Educação Física Pedagogicista (1945-1964); Educação Física competitivista (pós-1964);e, finalmente, a Educação Física Popular.(...) Existe pelo menos um ponto em comum entre as várias concepções: a insistência na tese da Educação Física como atividade capaz de garantir a aquisição e manutenção da saúde." Observaremos a seguir os objetivos principais dessas tendências:

Higienista: a ênfase em questão da saúde está em primeiro plano

Militarista: é uma concepção que visa impor a toda a sociedade padrões de comportamento estereotipados, frutos da conduta disciplinar própria ao regime de caserna.

Pedagogicista: encara a Educação Física como uma pratica eminentemente educativa, advoga a ' educação do movimento' como sendo a única forma capaz de promover a chamada ' educação integral'.

Competitivista: é a caracterização da competição e da superação individual como valores fundamentais e desejados para a sociedade moderna.

Popular: Entende que a educação dos trabalhadores está intimamente ligada ao movimento de organização das classes populares para o embate da prática social, ou seja, para o confronto cotidiano imposto pela luta de classes. (GHIRALDELLI JUNIOR,1998)

A Educação Física enquanto atividade "era entendida perante a legislação como destituída de um saber próprio, sem conhecimento a ser oferecido ao aluno: um fazer por fazer"(DARIDO e RANGEL,2005.p.59). Então não bastava a Educação Física ser obrigatória por lei, agora era necessário legitimar a Educação Física, e para isso lança-se mão dos seus conteúdos, onde o Esporte se destaca por causa de sua função integradora, sociabilizando os praticantes, além de ser prazeroso (recreativo), contribuindo para a promoção da saúde,melhorando o condicionamento físico, dando sentido de grupo , cooperação ,mas também é disciplinador, utilizando suas regras.

O ESPORTE

O Esporte tem vários conceitos e ser visto de muitas formas, como por exemplo afirma Cagigal(1972), " o Esporte é um dos hábitos que caracteriza o nosso tempo , ou como coloca Tubino(2001), ó maior fenômeno do século XX', por isso listaremos alguns conceitos, encontrados em Darido e Rangel (2005), para que se possa ter uma maior compreensão sobre seus significados.

"Em sua origem, a palavra Esporte significava regozijo, ou seja, diversão, e continua, ainda hoje, servindo de base para quase todas as definições atuais. Betti (1991) conceitua o Esporte como uma ação social institucionalizada, composta por regras, que se desenvolve com base lúdica, em forma de competição entre dois ou mais componentes ou contra a natureza, cujo objetivo é, por meio de comparação de desempenhos, determinar o vencedor ou registrar o recorde, (...) e bem mais rigoroso, Bracht(1989)refere-se ao Esporte como uma atividade corporal de movimento com caráter competitivo que surgiu no âmbito da cultura européia por volta do século XVIII e se expandiu por todos os cantos do planeta, que em seu desenvolvimento , assumiu as seguintes características básicas: competição, rendimento físico-técnico, record, racionalização e cientificização do treinamento." E ainda temos Kolyniak Filho(1997), que define de uma forma um pouco mais detalhada, para ele o "Esporte é uma atividade realizada na forma de jogo(no sentido de que não há a certeza absoluta antecipada do seu resultado) em que duas ou mais pessoas confrontam determinadas habilidades motoras especificas,em condições e limites espaço-temporais preestabelecidos, competindo segundo regulamentos, normas e procedimentos reconhecidos, registrados e controlados publicamente, sendo o resultado de tal confronto passível de comparação com resultados verificados em outras competições similares.(DARIDO e RANGEL, 2005)

A Educação Física começa a ser influenciada, em todo o mundo pelo Esporte, após a Segunda Guerra Mundial. No Brasil, segundo Darido e Rangel (2005), a esportivização deu-se na metade da década de 40, porém Corrêa e Moro são mais específicos dizendo que foi "a partir dos anos 50 que a Educação Física Escolar foi influenciada pelo Esporte_ ganhando grande popularidade como elemento hegemônico da cultura do movimento-, mantendo sua hegemonia até nossos dias." Então os "princípios da Educação Física passam a ser os princípios do Esporte". ( CORRÊA e MORO, 2004).

Nesse período de Pós-segunda guerra,

"que coincide com o fim da ditadura do Estado Novo no Brasil, surgem outras tendências disputando a supremacia no interior da instituição escolar. Destaca-se o Método Natural Austríaco desenvolvido por Gaulhofer e Streicher e o Método da Educação Física Desportiva Generalizada, divulgada no Brasil por Auguste Listello, predomina nesse último a influência do Esporte". (COLETIVO DE AUTORES,1992,pp53-54).

Utiliza-se então a "tese de que um país desenvolvido economicamente tinha que ser competente também nos desportos" e pelo "Decreto-Lei nº. 705/69, cabia ao desporto contribuir para o esvaziamento dos movimentos estudantis, que à época resistiam às atenções antidemocráticas do Estado". (BARBOSA, 1997, p24)

"Nesse sistema, o Esporte tem lugar em todas as aulas, como principal conteúdo de ensino, estando acima das 'querelas políticas', sendo assim capaz de formar o cidadão nos moldes desejados pela educação liberal." (BARBOSA, 2001, p.53) Essa influência do Esporte no sistema escolar é de tal magnitude que temos, então, não o Esporte da escola mas sim o Esporte na escola.Isso indica a subordinação da educação física aos códigos/sentidos da instituição esportiva, caracterizando-se o Esporte na escola como um prolongamento da instituição esportiva: Esporte olímpico, sistema desportivo nacional e internacional."( COLETIVO DE AUTORES, 1992,p.54) "BRACHT (1989) concorda com tal análise, demonstrando como os princípios da instituição esportiva adentram a escola, trazendo para o interior da Educação física valores como o rendimento, competição, recordes, etc., confrontando assim a ação pedagógica da área.(...) A Escola é a base da pirâmide esportiva. É o local onde o talento esportivo vai ser descoberto(...), a instituição esportiva sempre lançou mão do argumento de que o Esporte é cultura, é educação para legitimar-se no contexto social, e principalmente para conseguir apoio e financiamento oficial" (BRACHT,1989,p.29,Apud CAPARROZ,2005,pp.126-127)

De acordo com Betti (1991), não é fora de propósito, portanto, que pressões sócio-políticas procurem colocar a Educação física Escolar a serviço do Esporte de alto nível, tornando-a uma seletora de possíveis campeões.

Para Brohm, "a competição é a relação dominante na instituição esportiva e o recorde é a 'noção-chave da sociologia do Esporte'(cap.4,p.138) (...) o recorde é uma espécie de 'fetiche típico do Esporte'(cap.4,p.140),o reflexo de uma sociedade baseada na concorrência, na medição e comparação de desempenhos e na classificação dos indivíduos", e ainda afirma que , " o fato como entendemos o Esporte, tal como o entendemos, i)nasce com a sociedade industrial e é inseparável de sua estruturas e funcionamento;ii)evolui estruturando-se e organizando-se internamente de acordo com a evolução do capitalismo mundial; iii)assume forma e conteúdo que refletem essencialmente a ideologia burguesa (como já foi mencionado).(PRONI, In PRONI e LUCENA,2002)

Conforme Moro (1990-1999), Lencert (1984), e Dieckert (1984), "o Esporte não seria em si propriamente reprodutor de valores sociais capitalistas ou de uma sociedade industrial" ele "teria a áutonomia', que se caracterizaria como um 'fenômeno psicossocialímpulsionando a autocriação esportiva e a capacidade de solucionar os seus próprios problemas."(CORRÊA e MORO,2004.pp.103-104)

É importante ressaltar, e isso com o respaldo de Bracht(2000), que nessa constante luta de legitimar e/ou criticar o Esporte surgem alguns equívocos, que segundo ele, devem ser esclarecidos. Um deles seria o "de quem faz critica ao Esporte é contra ele. O autor esclarece que a critica não tem o sentido de negar o Esporte como conteúdo da Educação Física Escolar. Áo contrário, se pretendemos modificá-lo é preciso exatamente o oposto, é preciso tratá-lo pedagogicamente. ' E um outro "equivoco seria centralizar-se uma idéia, muito comum, de acreditar que as aulas de Educação Física, na perspectiva critica, priorizam a reflexão (aulas teóricas) em detrimento do movimento" (BRACHT, 2000.p.XVI, Apud CAPARROZ, 2001).

É necessário ainda um aprofundamento no dialogo referente ao Esporte, com outros autores, com perspectivas, visões diferentes, para que não se corra risco de erros nas análises das representações, funções do Esporte na escola, e como é possível tratá-lo pedagogicamente de forma que se possa moldar o esporte de acordo com as necessidades dos alunos presentes na escola de cada bairro, cidade e até mesmo região. Pois cada escola tem um publico diferente e o currículo da Educação física não pode estar distante dessa realidade, para que ocorra uma formação completa do indivíduo, tendo em vista que todos eles têm direito a uma educação critica acima de tudo

Obs. As autoras, professoras Joanna de Ângelis Lima Roberto (nanaufrrj@yahoo.com.br) Aline de Carvalho Moura (licacmoura@hotmail.com) lecionan na rede privada.

BIBLIOGRAFIA

  • Barbosa, Cláudio L. de Alvarenga. Educação Física Escolar: da alienação à libertação. 3ª ed. - Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.
  • ________ Educação Física Escolar: as representações sociais. -Rio de Janeiro: Shape 2001.
  • Betti, Mauro. Educação Física e Sociedade. - São Paulo: Movimento, 1991.
  • Caparroz, Francisco Eduardo. O Esporte como conteúdo da Educação Física: uma "jogada desconcertante" que não "entorta" só nossas "colunas", mas também nossos discursos. Perspectiva em Educação Física Escolar. Niterói, v.2, n.19 (suplemento), 2001 (mimio).
  • ________ Entre a Educação Física na Escola e a Educação Física da Escola: a Educação Física como componente curricular. 2ª ed. -Campinas, SP:Autores Associados,2005.
  • Coletivo de autores. Metodologia do ensino de Educação Física. -São Paulo: Cortez, 1992.
  • Corrêa, Ivan Livindo de Senna. e MORO, Roque Luiz. Educação Física Escolar: reflexão e ação curricular. -Ijuí: Ed.UNIJUÍ, 2004.
  • Darido, Suraya Cristina e RANGEL, Irene Conceição Andrade (coordenação). Educação Física na Escola: implicações para a prática pedagógica. -Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
  • Freitas, Giovanina Gomes de. O esquema corporal, a imagem corporal, a consciência corporal e a corporeidade. -2ª ed. - RS: Ed. UNIJUÍ, 1999.
  • Ghiraldelli JR, Paulo. Educação Física Progressista. -9ªed. -São Paulo: Loyola, 2004.
  • Marinho, Inezil Penna. Educação Física, Recreação -Jogos _ RIO_ 1957
  • Melo, Victor Andrade de. História de Educação Física e do Esporte no Brasil: panorama e perspectivas - 3ª ed. - São Paulo: IBRASA, 1999.
  • Parãmetros Curriculares Nacionais: Educação Física/ Secretaria de Educação Fundamental. -2ª ed. - Rio de Janeiro: DP&A, 2000.
  • Proni, Marcelo Weishaupt e LUCENA, Ricardo de Figueiredo de. (orgs.). Esporte, história e sociedade. -Campinas, SP: Autores Associados, 2002.
  • Savani, Dermeval. Escola e Democracia. -35ª ed.revista - Campinas, SP: Autores Associados, 2002



Exercícios Abdominais com bolas de medicine ball


A principal chave para desenvolver e alcançar abdominal mais firme é a rapidez - lembre-se que quanto mais rápido - mais lentamente eles se desenvolvem. Isto significa simplesmente executar os exercícios de uma forma controlada ou lenta que utilizará mais fibras musculares e, por conseguinte, trará resultados mais positivos.

Trabalhar com velocidade usa a dinâmica - outros grupos musculares - e acabam dando resultados negativos e aumentar a lesão risco, especialmente músculos do seu pescoço.

O trabalho dos abdominais é destinado a reforçar a sua parte inferior, superior e oblíquo da musculatura abdominal.

Comece com os exercícios para principiantes do circuto abdominal e tente executar a quantidade desejada de séries e repetições para cada exercício abdominal, tendo suficiente descanso entre séries e exercícios abdominais (20 -30 seg.).

Tenha como objetivo aumentar o número de repetições que você execute para cada exercício abdominal por 20 repetições uma semana, até que você possa realizar confortavelmente 20 repetições de cada exercício abdominal.

A melhor maneira de fortalecer sua musculatura abdominal é variar os exercícios você realiza e também o treino das rotinas que você faz

Os seguintes programas de treinamento são amostras de programas de treinamento que podem ser encontrados dentro de nossa área. Na seqüência será apresentado um plano descrição de exercício e uma variedade de variações estão disponíveis para os

EXERCÍCIOS ABDOMINAIS COM BOLAS DE MEDICINE BALL AVANÇADOS


Não treine muito duro – treine mais inteligentemente!

EM PÉ CURVAS INCLINAÇÃO LATERAL. 12-15 lentas para cada lado. Respire profundamente










DEITADO MEDICINE BALL PARA OS OBLIQUOS. 2 SÉRIES de 12-15 lentas para cada lado - com 20 segundos de descanso.








AO REDOR DO CORPO ( bola pequena) 2 séries de 8 - 12 voltas em cada direção, com uma bola pequena ou bola de tênis.













BALANCEIOS GOLF SWING. Alterne os lados por 30 - 45 segundos.









MOVIMENTAÇÃO SENTADA. 2 repetições de 10 -15 lentas elevando para cada lado.










ELEVAÇÃO ENTRE AS PERNAS CRUZADAS. 2 séries de 10 -12 elevações da bola com 20 segundos de descanso entre séries.








ELEVAÇÕES em V-sentada. Eleve o tronco e as pernas suavemente levando a bola até os pés. 12 - 15 reps de 2 séries.









AO REDOR DE AMBAS AS PERNAS. Passe a bola pequena em ambas as pernas por 30 segundos cada sentido.






ALTERNAR ATRAVÉS DE CADA PERNA. Alterne cada perna elevando, passando em seguida a bola por 60 segundos ao longo da outra perna.







Faça os 3 últimos exercícios. Trabalhe continuamente por 30 segundos, ou (15 em cada sentido), em cada exercício. Descanse por 60 segundos, em seguida, repita novamente.
Disponível on line em Abdominal Workout http://www.netfit.co.uk/training/gymworkouts/abdominals-web-site.htm
Tradução Eliane Jany Barbanti



segunda-feira, 23 de abril de 2012

Entenda as alterações que os anabolizantes causam no organismo


Os riscos do uso de anabolizantes são amplamente divulgados hoje em dia, mesmo assim, há quem recorra a eles com o objetivo de ganhar músculos rapidamente. Estes esteroides são derivados sintéticos do hormônio masculino testosterona, originalmente produzido pelos testículos, e podem causar sérias alterações de saúde. 

Aumento dos pelos, da barba e engrossamento da voz são apenas algumas das características masculinas reforçadas pelo uso de hormônios. O consumo indiscriminado e sem indicação médica pode trazer consequências negativas muito sérias para a saúde, como a redução na produção de esperma e a impotência. 

Riscos do uso de anabolizantes

Outro problema sério que pode ocorrer em quem faz uso do produto é a cessação da produção do hormônio que está sendo ingerido. Além disso, se uma pessoa usa esteroides, mas não pratica exercícios físicos e não dorme direito, eles possivelmente nem farão efeito, trazendo somente prejuízos à saúde. O corpo não consegue aproveitar o hormônio que está em excesso no organismo, o que pode levar ao fenômeno que os médicos chamam de "aromatização", que, de maneira simplificada, é a transformação do hormônio dentro do organismo. A testosterona, hormônio masculino, pode acabar virando estrógeno, que é o hormônio feminino. Entre os homens, a consequência mais comum desse fenômeno é a ginecomastia - o aumento das mamas. A aromatização no corpo é um fenômeno natural, mas que pode ser intensificado em pessoas que usam anabolizantes. Por outro lado, as mulheres que usam hormônios estão sujeitas a desenvolver características masculinas, como engrossamento de voz e aumento de pelos. 

Se uma pessoa usa esteroides, mas não pratica exercícios físicos e não dorme direito, eles possivelmente nem farão efeito, trazendo somente prejuízos para a saúde.

Anabolizantes X Suplementos alimentares

É preciso distinguir bem anabolizantes e suplementos alimentares. Como vimos, os esteroides anabolizantes são fabricados para substituir o hormônio masculino testosterona. Existem pacientes que realmente precisam fazer uso destes produtos, pois têm produção natural de hormônio insuficiente. Mas muitos homens usam o produto apenas com fins estéticos, o que é totalmente inadequado. 

A suplementação, por sua vez, recorre à ingestão de proteínas e aminoácidos, que são essenciais para o organismo. A suplementação nutricional usa a reposição de vitaminas, sais minerais e outras substâncias naturais para corrigir os desequilíbrios do corpo, eliminando ou inibindo a absorção de substâncias tóxicas, combatendo o excesso de radicais livres pelo corpo, repondo substâncias benéficas que estejam faltando no organismo, entre outras ações. A ideia é manter os nutrientes, vitaminas e sais minerais em níveis adequados à necessidade de vida e faixa etária do paciente. 

Apesar disso, faço mais um alerta importante: mesmo para estes produtos fitoterápicos, naturais e ortomoleculares, é indicado consultar um profissional especializado que possa fazer a indicação das melhores doses. Não confie em dicas de colegas, amigos e pessoas não habilitadas. Cada ser é único e qualquer indicação de suplemento, hormônio ou medicamento precisa estar bem fundamentada e bem dosada.



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Personal Gestante tem mercado aquecido e remuneração atrativa


A remuneração de um Personal Gestante pode ultrapassar R$20 mil por mês. Atingir estes números são possíveis sim. Porém, para chegar a este patamar, a caminhada exige muito estudo, dedicação, e claro, aptidão para cuidar das mamães. Foi assim que Gizele Monteiro, mestre em exercícios na gravidez pela Unifesp - Universidade Federal de São Paulo, começou a pesquisar sobre o tema gravidez e exercício há quase vinte anos. "O que mais me chamou a atenção na época foi que muitos profissionais perdiam suas clientes por falta de segurança e conhecimento", lembra, acrescentando que "os médicos acabavam indicando a hidroginástica por ser uma atividade de baixo impacto e também por ajudar a baixar edemas, comuns na gravidez".

Capacitação

Mas a boa notícia é que hoje não é mais assim. Além de já sabermos aqui no Portal EF que atividade física durante a gestação faz bem para a mãe e o bebê, o profissional de educação física tem hoje uma gama de possibilidades para se especializar. São cursos rápidos, de apenas um mês, que têm como foco a capacitação técnica e teórica na prescrição de exercícios seguro para gestantes. "O profissional de educação física deve adequar o exercício certo para cada momento gestação", afirma Valéria Santos Almeida, diretora do Método Gerar. Ela explica que o grau de gestação muda a cada trimestre e as necessidades também. Segundo Gizele, que além de professora acadêmica é diretora do Método Mais Vida Gestantes, isso se deve em razão das várias mudanças que acontecem com o corpo da mulher. O útero aumenta cerca de mil vezes, o metabolismo fica mais acelerado, os ligamentos da pelve e quadris distendem, há mudanças na linha do abdômen. "O agachamento é diferente por conta da sua biomecânica, os exercícios funcionais devem ter uma série de cuidados e até o próprio Pilates deve ser analisado de acordo com cada grávida", esclarece, acrescentando que "o exercício ajuda a melhorar a postura já que com o aumento do útero acontece o desvio do centro gravitacional".

Retorno positivo

A professora Juliana Calheiros se tornou Personal Gestante por acaso. Ela conta que uma aluna engravidou e ficou num impasse, porque não tinha o conhecimento técnico suficiente para atendê-la. "Para não perder a cliente li muitos livros, artigos, pesquisas e decidi focar neste tipo de treino", lembra. Foi então que transformou o problema em oportunidade, se especializou com o Método Gerar e hoje atende exclusivamente grávidas e pós-parto.

Juliana cobra de R$110 a R$110 a hora/aula e garante que o retorno do investimento na especialização é rápido, já que a gestante procura um profissional capacitado. "Ela teme pela vida do bebê e vai investir sem chorar preço, pois sabe da importância do trabalho". Juliana atende principalmente em academias de condomínios e também em casas particulares. "Levo todo material e trabalhamos na sala ou até mesmo na garagem", diz, finalizando que "tão importante quanto estudar, a habilidade para trabalhar com este público também é fundamental, mas isso se adquire com a vivência e relatos de outras grávidas".

A grávida

Quem sente na pele os benefícios da atividade física durante a gestação é Thaís Helena Costa de Moura. Além de ser educadora física, Thaís está grávida de 8 meses do Luan. Ela conta que antes da gravidez seu treino era focado em musculação, pegando muito peso. Hoje ela continua na musculação três vezes por semana com pesos leves, além de esteira todos os dias da semana. "Esta combinação me ajudou a não inchar tanto e manter o peso no limite do previsto", afirma.

Juliana aconselha que os treinos sejam realizados de duas a três vezes por semana se a gestante for sedentária, caso ela já treine ela pode continuar com a mesma sequência de exercícios que já está acostumada, respeitando as fases da gestação.


www.educacaofisica.com.br



Liderança na Academia exige muito preparo do profissional de Educação Física


Há uma grande diferença em ser líder de uma academia e ser um chefe. O bom líder será o exemplo para os demais. "Os professores irão te olhar não como alguém que dá ordens, e sim como alguém que pode levá-los a outro patamar", explica Saturno de Souza, diretor técnico da Bio Ritmo Academia. Mas para conquistar essa liderança, há um caminho a ser percorrido. Já Sérgio Ribeiro, educador GFMi - curso de Gestão e Liderança para Ginástica Coletiva da Body Systems, acredita que a maior parte das pessoas tentam desenvolver resultados, controlando pessoas. Mas o bom líder deve entender que deve fazer o contrário, controlar os resultados, desenvolvendo pessoas. "Um bom professor de ginástica ou musculação, não necessariamente será um bom líder na academia", afirma Sérgio.

Gestão de Academia | Trajetória de um professor de ginástica a líder da academia

Mas para muitos o caminho acaba sendo este, de professor a liderança. "Sem estar preparado, o coordenador acaba trabalhando na forma de tentativa e erro e leva muito tempo para descobrir que existem outras ferramentas", explica Saturno. A graduação de Educação Física não prepara o profissional para cargos de liderança e o novo líder precisa buscar informações em cursos e na literatura. Saturno conta que a sua estante de livros hoje é totalmente diferente da época que era professor, com vários assuntos técnicos da área. Diferente daquele tempo, a leitura se transformou em conceitos de gestão e de administração.

Saturno conta que o novo líder passa a questionar porque algumas coisas não acontecem na velocidade que gostaria. Neste momento, ele percebe que é preciso buscar informação fora. "Ao puxar esse fio, descobre que ele é gigantesco e que há uma infinidade de informações". Ele ressalta que o profissional deve estudar e conhecer como analisar números para montar a estratégia. Os números são indicadores confiáveis para saber para onde ir. "Imagine você no meio do oceano, sem consultar uma bússola ou outro instrumento de navegação, há uma grande chance de levar o navio ao naufrágio", exemplifica.



Segundo Saturno, a fórmula é: sucesso = preparo + oportunidade. Se o profissional não estiver preparado, a chance de dar certo é muito pequena. "A oportunidade vai surgir quando o seu nome "pipocar" na cabeça de alguém. O que você tem feito para o seu nome ser lembrado?", questiona.

Despreparo e falta de atenção na liderança da academia

O profissional despreparado, que assume um cargo de liderança, comete uma série de erros que dificulta seu trabalho. Um dos principais erros é montar a "equipe dos seus sonhos". Saturno lembra que muitos líderes começam seu trabalho demitindo alguns professores e montando uma equipe de colaboradores que só dizem "amém". "Uma equipe eclética é mais difícil de administrar, mas é mais rica, pois os questionamentos vão trazer novos desafios", argumenta

Segundo Sérgio, os três fatores que mais interferem nos resultados de um líder são: falta de fé, falta de atenção e desalinhamento entre coerência e consistência. Os líderes devem acreditar no processo e nas pessoas. "Há um preconceito que todos nós temos e que é representado na frase é assim mesmo, ao invés disso temos que acreditar e pregar que pode ser diferente", observa Ribeiro. Além do próprio líder acreditar no processo, é preciso estender a crença aos colaboradores. Não adianta mandar os colaboradores fazerem tal coisa. É necessário mostrar o significado e a importância de tal ação ou implementação. Se for apenas uma ordem, o líder vai precisar fiscalizar para que seja feito. E ou será mal feito ou o colaborador fará apenas porque tem medo de perder o emprego. O colaborador precisa acreditar tanto quanto o líder para que possa se sentir parte do processo.


A falta de atenção do próprio líder será outro problema. "A organização deve ser metódica, detalhista e disciplinada", afirma Ribeiro. Um líder desorganizado deixa de antecipar problemas e obstáculos que poderiam ser resolvidos e o resultado fica comprometido. O líder precisa ser um exemplo e não só no presente. Quem compartilha o mesmo pensamento é Alberto Gonçalves, gerente da academia Fit Arena, de Maceió. "Tudo que ele vivenciou no passado como professor também precisa servir como exemplo", diz, acrescentando que "quando professor, o profissional construiu tudo o que ele hoje propõe a sua equipe", justifica.

Profissional de Educação Física se torna líder de academia

Samara Queiroz, gestora geral de uma das unidades da Runner, o novo líder deve entender que ele não faz mais parte da equipe de professores e o novo cargo requer posicionamento. "Você passa a ser o líder deles, e líder não é chefe, não é parceiro, não dá jeitinho, tem que motivar, tem que ser exemplo, tem que saber o que é melhor para o grupo e não para um", afirma. A gestora lembra que nem sempre o que o professor quer é o que pode ser feito. Samara acredita que o cargo de coordenação é o mais complicado dentro de uma organização, pois é o centro de tudo. Ele tem que liderar a equipe, mas ao mesmo tempo é liderado por um gestor e ainda é solicitado pelos alunos, ou seja, ele tem que agradar os alunos e gestores, mas ao mesmo tempo tem que ser justo com os professores.

O profissional que assume um cargo de coordenação deve lembrar que também há o ônus da função. Para Samara, a primeira preparação do profissional é saber se ele realmente quer assumir o cargo. Ela conta que já perdeu muitos profissionais que passaram para cargos de liderança imaginando que seria mais fácil que ministrar uma aula ou até mesmo pelo benefício de dar aulas de personal de graça. "Essa pessoa não quer ser líder, ela quer apenas os bônus do cargo sem imaginar o quanto tem de pressão, de responsabilidade, de doação pessoal", comenta.

Outra diferença entre o professor e o líder é a necessidade de se desligar do palco. Segundo Gonçalves o ego do professor é o tempo todo massageado pelos alunos, que elogiam as aulas e estão sempre em contato com o professor. "Se você gosta de estar no palco continue como professor", aconselha. O líder irá formar novas estrelas, mas ele estará sempre nos bastidores e precisa estar acostumado a ver o outro ser aplaudido.

Ribeiro finaliza dizendo que: "Se você quer ser um bom líder, é preciso servir para auxiliar o liderado e não apenas ser um líder cobrador". Samara Queiroz lembra que a liderança é um dom que você desperta. "O principal é entender que líder trabalha mais que os demais e com prazer, pois o líder serve a todos os outros", conclui.

www.educacaofisica.com.br


Fonte:Portal da Educação Física 18/4/2012