RESPIRAÇÃO X CORRIDA

Nesse texto, descubra como uma respiração certa, da maneira correta pode facilitar a corrida de longa duração.

QUANTAS VEZES SUA DIETA FALHOU?

Geralmente não entendemos porque as dietas falham. Leia esse texto e saiba aspectos que podem ajudar a não falhar.

CURTIÇÃO NO FACEBOOK

Curta nossa página no Facebook e fique por dentro de novidades, observações, posts novos, dicas e muitos mais!

SEGURANÇA NA ESCOLA

Dentre os diversos aspectos que envolvem essa temática, a especialização do agente de segurança ajuda muito no processo. Leia mais!

MASSAGEM x ATLETA

A massagem, como forma terapêutica e relaxante, deve ser incluída na vida do atleta para um melhor desempenho. Leia!

sábado, 26 de maio de 2012

Hidratação e Atividade Física


A realização de exercício físico aumenta a produção de calor, de modo que o organismo precisa acionar mecanismos para eliminá-lo. O acúmulo de calor durante o exercício pode elevar a temperatura corporal a índices incompatíveis com o que suporta nosso corpo.??Para isso existe a sudorese (suor), que implica na perda de calor por meio da eliminação de água e eletrólitos. Neste contexto, produzimos o suor, que é lançado na pele e, em seguida, evaporado. Por isso, ambientes quentes e úmidos são particularmente estressantes quanto à manutenção da temperatura. ??

Assim, em ambientes quentes e com umidade elevada, a desidratação e a elevação da temperatura que acompanha (hipertermia) são as principais causas da fadiga durante o exercício. Dessa forma, a sudorese é positiva uma vez que permite ao organismo manter sua temperatura durante a realização da atividade física.?

Em atividades com duração superior a 30 minutos, as bebidas esportivas são mais eficazes do que a água, pois: a ingestão de bebidas esportivas contendo carboidratos (CHO) eletrólitos estimula significativamente bem mais a absorção intestinal de fluidos, reduzindo a diurese, em comparação com a água; as bebidas fornecem carboidratos, melhorando o desempenho em atividades prolongadas e intensas; quando os indivíduos consomem bebidas esportivas, a percepção subjetiva do esforço é menor; o sódio aumenta o paladar e a absorção de água no intestino;as bebidas esportivas apresentam paladar superior em relação a água, o que encoraja a maior ingestão; as bebidas promovem a reposição de água e de eletrólitos de modo mais eficiente após o exercício; É também recomendado a ingestão de líquidos (200 a 300 ml) cinco a 10 minutos antes do início do treinamento físico. ??

Você mesmo pode preparar sua bebida. Mas fique atento, sucos de frutas não são adequados para serem consumidos durante o exercício, pois neles a concentração de CHO é o dobro da concentração de bebidas esportivas e a de sódio é abaixo do ideal. Além disso, o principal CHO (carboidrato) que um suco apresenta é a frutose, responsável por problemas gastrointestinais em alguns indivíduos. Fique também atento à coloração de sua urina: cor clara significa que você está bem hidratado. Levando-se em consideração estes aspectos e sob a orientação de um profissional especializado, certamente ótimos treinos virão.



Exercício físico não melhora colesterol, aponta estudo


Abandonar o sedentarismo na fase adulta na tentativa de controlar o colesterol e o triglicérides é ineficaz. Mas o exercício físico, embora não funcione como tratamento contra o problema, pode atuar na prevenção, especialmente se for praticado desde a infância, na intensidade adequada. Essa é a conclusão de uma tese de doutorado defendida na Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) com base em um levantamento feito com 2.720 voluntários, parte deles da capital.

A pesquisa avaliou as alterações dos níveis de gordura no sangue, disfunção conhecida como dislipidemia, durante infância, adolescência e fase adulta. Esse tipo de problema atinge 12% dos brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, mais que o dobro do porcentual de diabéticos no País. o professor Rômulo Araújo Fernandes, do Departamento de Educação Física da Unesp de Presidente Prudente e autor do estudo disse:

— Menos de 5% dos entrevistados que praticaram exercícios na infância e na adolescência e continuaram com suas atividades apresentaram a doença.

O dado obtido pelo pesquisador evidencia a importância de se incorporar a prática de exercícios à rotina desde cedo. O cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, chefe do Serviço de Nutrição do  Hcor (Hospital do Coração) come

— O hábito é preventivo e deve ser cultivado, pois os efeitos positivos terão reflexos a longo prazo, na fase adulta ou quando o indivíduo for idoso.

A tendência entre o público infantil, porém, é inversa: as crianças paulistas já estão mais sedentárias do que os adolescentes, segundo um estudo com 2.500 estudantes realizado pelas secretarias estaduais da Saúde e da Educação, divulgado pelo Jornal da Tarde em 2011.



quinta-feira, 24 de maio de 2012

Alongar ou não alongar? Eis a questão!

A indicação dos alongamentos varia bastante de profissional para profissional. Essa falta de consenso entre educadores físicos, fisioterapeutas e ortopedistas foi o estopim para que centros universitários de todo o mundo se debruçassem em estudos sobre o assunto. Os resultados, entretanto, foram bem diferentes do que se esperava. A primeira informação contestada é a de que os alongamentos podem prevenir lesões quando praticados antes ou depois das atividades físicas. Os pesquisadores Robert Herbert e Marcos de Noronha, da Universidade de Sydney, revisaram dez estudos sobre o tema e não encontraram diferenças estatísticas entre os grupos que se alongavam e os que pulavam a atividade.

Para evitar acidentes, o mais indicado seria investir nos chamados exercícios de aquecimento, como polichinelos ou pequenas corridas sem sair do lugar. "O alongamento não tem a função primordial de aquecimento. Para aquecer é importante aumentar o fluxo de sangue nos vasos sanguíneos e músculos", explica Debora Reis Garcia, professora do curso de educação física da Universidade São Francisco (USF).

Efeito analgésico
Ironicamente, a coisa muda de fIgura nos estudos em que são avaliados pacientes com dores crônicas. Nessas situações, o alongamento sai na frente de práticas consideradas consagradas no alívio da dor. Uma pesquisa liderada pela pesquisadora Karen Sherman e publicada na revista Archives of Internal Medicine dividiu pacientes que sofriam dores crônicas na lombar em três grupos: aqueles que tiveram aula de alongamento, de ioga ou que apenas leram livros sobre como lidar com o problema. Três meses depois, os participantes que se esticaram foram os que mais relataram melhoras na dor sem o uso de medicamentos.

Bê-á-bá dos exercícios

Cabeça e pescoço
Em pé ou sentado, realize a flexão lateral da cabeça com uma das mãos, enquanto a outra fica estendida ao longo do corpo. Depois de alguns segundos, repita do lado contrário. Este exercício serve para alongar a musculatura lateral do pescoço.


Perna
Sentado, estenda uma das pernas enquanto a outra é flexionada. Incline o troco à frente e alongue os músculos posteriores da perna. Outra possibilidade é alongar-se em pé. Nesse caso, flexione uma das pernas com o calcanhar em direção ao glúteo. Bom para quem pratica caminhada ou esportes coletivos.

 

 

 

Mão e punho
Com o braço estendido à frente do corpo, flexione o punho, segurando-o com a mão contrária.

Ombros
Em pé ou sentado, cruze um dos braços à frente do peito. Segure-o com a mão contrária na altura do cotovelo. "O exercício é indicado para quem trabalha no computador, esportistas e donas de casa", indica Lincoln Adami, da Academia Gustavo Borges de Londrina (PR).

 

 

 

Braços
Com o braço estendido acima da cabeça, flexione o cotovelo com a mão na direção das costas. Coloque a mão contrária no cotovelo. Este exercício tem o objetivo de alongar o tríceps.

 

Panturrilha
Em pé, desloque uma perna à frente, enquanto a outra fica estendida atrás. Este exercício tem o objetivo de alongar os músculos da panturrilha.

 

enefícios reais
Mas aliar os alongamentos com exercícios físicos é algo ruim? A resposta é não. Segundo Debora, alongar-se antes de suar a camisa é um modo de preparar o corpo para o esporte. "Já o alongamento feito ao final de exercícios diversos - como caminhadas, corridas ou atividades domésticas - tem como objetivo compensar a musculatura que foi mais utilizada", indica a educadora física.

A prática também é excelente para os atletas que querem melhorar seu desempenho nos treinos. Segundo um estudo liderado por Arnold Nelson, professor associado da Universidade de Louisiana (EUA), os alongamentos periódicos aumentaram a resistência muscular, o desempenho em saltos e a força nos profissionais que se submeteram a treinos regulares. Entretanto, não é necessário exagerar na dose para conseguir bons resultados. Aumentar a intensidade dos exercícios pode potencializar microlesões musculares, principalmente nos adeptos da musculação. "O ideal é trabalhar a flexibilidade outro dia que não o da musculação ou em outro período. Mas se desejar realizá-los após o treino, a intensidade deve ser leve ou moderada", pontua.

Por fim, alongamentos são fundamentais para aumentar a flexibilidade. Mas para aperfeiçoar essa habilidade motora é necessário ter disciplina. "Os exercícios devem ser realizados ao menos duas vezes por semana. O tempo de execução deve ser superior a 30 segundos em cada movimento", completa.

Sinal verde
Praticamente todo mundo pode se alongar. A restrição fica por conta de quem apresenta problemas nas articulações, nos ossos, nos músculos e na coluna, como no caso da hérnia de disco. "Em linhas gerais, todos podem praticar alongamentos, desde que orientados para a execução correta dos movimentos. Mesmo pacientes acamados, quando bem orientados, podem realizá-los", esclarece Debora.

Mas muita gente não adere aos alongamentos porque sente um ligeiro desconforto. Salvo exceções, esse incômodo é normal. Sua aparição está vinculada ao aumento da flexibilidade de músculos e articulações. "Ele funciona como um mecanismo de alerta do próprio organismo para evitar que a sobrecarga nos tendões e articulações provoque danos. Ele deve ser tolerado em certa medida para que a flexibilidade aumente", explica.

Muita gente não adere aos alongamentos porque sente um ligeiro desconforto. Salvo exceções, esse incômodo é normal

Entretanto, a regra é não aumentar a intensidade dos alongamentos a ponto de extrapolar os limites pessoais. Nos alongamentos que antecedem a caminhada ou a faxina da casa, por exemplo, não há necessidade de ir além do início do desconforto. "Além disso, a duração do exercício para cada segmento corporal não deve exceder 15 segundos. Já para atletas profissionais, o grau de tolerância à dor pode ser maior", completa Debora.

Flexibilidade ampliada
Algumas dicas simples podem deixar os alongamentos mais eficientes, como expirar e inspirar corretamente. "A respiração aumenta a oxigenação dos músculos, a fluidez do sangue e a lubrificação das articulações. O aluno também fica mais concentrado para alcançar a amplitude do movimento", esclarece a professora.

Usar acessórios como faixas elásticas e barras para apoio é outro segredo para potencializar a atividade. Entretanto, nada mais eficiente - e divertido - do que alongar-se acompanhado de um amigo ou em grupo. "O apoio da dupla pode ainda auxiliar no aumento da amplitude do movimento", finaliza a profissional.

Fonte



Conhecer as danças na Educação Física


Objetivos
- Descrever, demonstrar e adaptar danças conhecidas.
- Conhecer seus contextos de criação e de prática.
- Identificar a gestualidade das danças e dar significados a elas.
- Reconhecer a atividade como um patrimônio cultural.

Conteúdos
- Conhecimento sobre a origem e as características das danças.
- Vivências corporais rítmicas e expressivas.
- Técnicas específicas das danças vivenciadas pelos alunos.

Anos
3º e 4º anos.

Tempo estimado
Oito aulas.

Material necessário
Folha de papel pardo e pincel atômico.

Flexibilização
Alunos com deficiência intelectual costumam aprender melhor com a repetição de atividades. Por isso, antes de dar início à sequência didática, recomende que ele entre em contato com diferentes danças no contraturno, na sala de recursos. Apresente filmes e figuras. Também vale questionar quais são as músicas favoritas do aluno. Caso ele apresente dificuldades para expressar preferências, faça com que ele escute diferentes estilos musicais e indique quais mais gostou. O aluno com deficiência intelectual também pode participar das demonstrações de dança. Amplie o tempo da atividade para que ele ensaie com os colegas. Se ele tiver algum comprometimento motor, pode ser conduzido por um colega. Sugira que o aluno com deficiência intelectual também ensine gestos à turma nas vivências de diferentes danças. Amplie o tempo da etapa de pesquisa, pois é importante que o aluno repita ações e estabeleça relações com o cotidiano (pesquisar com a família, por exemplo, é uma boa alternativa). A visita a um local onde se dança vai ajudar muito o aluno com deficiência intelectual. Estimule-o a dar sua opinião e a fazer perguntas. Avalie se ele evoluiu nos conhecimentos que tinha da dança e conseguiu acompanhar alguns dos movimentos.

Desenvolvimento 


1ª etapa
Faça um mapeamento das danças conhecidas pelos alunos. Após registrar as informações, peça que os estudantes classifiquem os ritmos citados conforme o local da ocorrência, a época, os trajes, os participantes etc. Convide-os a trazer CDs com músicas que gostariam de dançar. O professor deve fazer o mesmo, considerando os registros encontrados.

2ª etapa
Organize demonstrações das danças citadas individualmente ou em grupo. Convide uma parte da turma a interpretar a manifestação apresentada e discuta as diferentes opiniões. Solicite o mesmo ao grupo que apresentou a dança.

3ª etapa
Distribua a turma em grupos e organize a vivência de três diferentes danças. Os autores das demonstrações na etapa anterior, bem como os eventuais interessados, apoiarão os colegas na aprendizagem das coreografias, uma por vez. Estimule a produção de novos gestos nos grupos.

4ª etapa
Consulte a turma sobre seus interesses. Coletivamente, elabore questões. Exemplos: Qual a origem?, por que se dança desse modo?, o que significam esses movimentos?, por que as pessoas ocupam essas posições? Converse sobre os meios de encontrar as respostas. Algumas delas podem ser obtidas em classe, outras por meio da internet, de livros, de familiares e de amigos. Oriente o formato dos registros (caderno, gravador, máquina fotográfica etc.) e combine uma data para a socialização das descobertas. Isso pode ser feito em pequenos painéis, seminários e exposição de trabalhos.

5ª etapa
Uma parte das informações será obtida com a ajuda de pessoas que estão ou já estiveram em contato com as danças. É possível agendar uma visita a um local onde se dança um dos ritmos sugeridos ou receber convidados para uma entrevista. Assim, os estudantes têm a chance de dialogar com eles e reconhecer outras pessoas como agentes da cultura. Os alunos devem estar preparados para fazer perguntas (Quem participa dessa dança? Como é a aprendizagem? Existem ensaios? Como ocorrem? O que significam os trajes?) e registrar as informações coletadas. Depois, ajude-os a identificar semelhanças e diferenças entre seus conhecimentos iniciais e os recém-adquiridos.

Avaliação
Organize uma conversa com os alunos e identifique possíveis modificações nos modos como concebiam as danças estudadas. Proponha uma análise coletiva dos registros e peça que todos falem sobre eventuais mudanças no modo de ver as danças.

Consultoria: Marcos Garcia
Professor da Faculdade de Educação da USP.